O que é
A taxa de inadimplência mostra a porcentagem do valor emprestado que está com atraso de mais de 90 dias. O indicador acompanhado pelo Plantão é o das pessoas físicas no crédito com recursos livres, que inclui cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, consignado e financiamento de veículos.
Como é calculado
O Banco Central reúne os dados que bancos e financeiras informam ao sistema financeiro e divulga as estatísticas de crédito todo mês, cerca de quatro semanas depois do fim do mês de referência. A série começa em 2011.
O crédito é dividido em dois tipos:
- Recursos livres: os juros são negociados livremente entre banco e cliente.
- Recursos direcionados: crédito com regras e fontes específicas, como o financiamento imobiliário, o rural e o do BNDES, que costuma ter inadimplência menor.
O que faz subir ou cair
- Juros altos: encarecem as parcelas, sobretudo de dívidas com taxa pós-fixada, e o rotativo do cartão.
- Desemprego e renda: perder o emprego é uma das principais causas de atraso.
- Endividamento: quanto maior a parte da renda comprometida com dívidas, maior o risco.
- Inflação: reduz a sobra do orçamento para pagar parcelas.
- Programas de renegociação: podem reduzir a taxa temporariamente.
Onde afeta
- No custo do crédito: com mais atrasos, os bancos cobram juros maiores de todos para cobrir as perdas, e o spread aumenta.
- No consumo: famílias com o nome negativado compram menos a prazo.
- Nos bancos: inadimplência maior exige mais provisões e reduz o lucro.
Como ler o número
Olhe a tendência: subidas seguidas indicam famílias mais apertadas. Compare com um ano antes e com o comprometimento da renda com dívidas. Mudanças nas regras de contabilidade dos bancos também podem afetar a série, por isso vale observar mais de um mês.
Para acompanhar junto
Selic, desemprego, varejo e juros médios do crédito.